Coleta
de latas será mais atrativa
Publicado em 02.02.2008
Adriana Guarda
adrianaguarda@jc.com.br
A
coleta seletiva do Carnaval do Recife será
mais atrativa para os catadores este ano. A decisão
da AmBev de substituir as latas de aço pelas
de alumínio - de maior valor comercial - vai
trazer os trabalhadores de volta às ruas. A
Prefeitura do Recife (PCR), a Saga Consultoria e os
catadores vão fazer uma verdadeira operação
de guerra durante os quatro dias da folia de Momo
para retirar 20 toneladas de material reciclável
das ruas.
O
trabalho começa hoje no Galo da Madrugada.
O gerente de Coleta Seletiva da PCR, André
Pena, conta que foram cadastrados 100 catadores para
trabalhar no Carnaval. “Eles estarão
uniformizados com camisa e boné e poderão
vender o material em dois pontos de comercialização
que serão instalados no Pátio do Carmo,
na Av. Dantas Barreto, e em frente à Torre
Malakoff, no Recife Antigo”, observa. Os pontos
funcionam, respectivamente, das 8h às 17h e
das 18h a 0h.
Especializada
em gerenciamento de resíduos, a Saga vai comprar
o material trazido pelos catadores. “Vamos pagar
R$ 2,50 pelo quilo de alumínio, R$ 0,07 pelo
aço e R$ 0,60 pelo plástico”,
detalha o diretor comercial da empresa, Antônio
Martiniano. Depois de separado e pesado, o produto
segue para um galpão onde será prensado
e armazenado até ser revendido pela Saga a
empresas de reciclagem.
O
presidente da Associação Meio Ambiente,
Preservar e Educar (Amape), Sérgio Nascimento,
destaca a importância do trabalho para garantir
renda ao catador, além de retirar o material
do meio ambiente. “O catador precisa deixar
de ser visto como um coitadinho apanhando lata. Ele
é um agente ambiental e está ali trabalhando”,
avalia.
Catador
há 8 anos, Edoaldo Ferreira de Souza comemora
a volta do uso do alumínio pela AmBev. “É
a chance que temos de ganhar um dinheirinho a mais
nesta época, mesmo sabendo que o preço
cai um pouco por causa do grande número de
latas”, diz.
A
estimativa é que cada catador tenha uma renda
de R$ 70 no Carnaval. “A retirada do material
reciclável também vai reduzir o lixo
removido pela PCR e diminuir o trabalho dos garis
nas varrições”, diz Pena.
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