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CIDADANIA II
Coleta seletiva pode ser a solução
Publicado em 26.03.2006


Para o secretário de Serviços Públicos do Recife, Dilson Peixoto, uma das formas de solucionar os problemas enfrentados pelos catadores é o reforço na coleta seletiva que, atualmente, atende 40% da cidade. De acordo com o secretário, a triagem eliminaria a ação dos donos dos depósitos, que cedem as carroças para o trabalho, mas pagam preços irrisórios pelos recicláveis. “O serviço contemplaria os catadores, que retirariam o material de locais específicos e por conta própria, sem atravessadores”, explica.
Dilson Peixoto ressalta que a prefeitura construirá, até o final do ano, 10 núcleos para a triagem dos resíduos reaproveitáveis. Três já estão em funcionamento, dois no bairro de São José e um na Imbiribeira. Essa semana, será inaugurado outro núcleo no bairro de São José. A implantação dos quatro primeiros consumiu R$ 460 mil. Nos centros, os catadores são cadastrados e podem comercializar a produção diretamente com os compradores das empresas de reprocessamento. “Não faz sentido proibir o trabalho dos carroceiros ou equipar as carroças como se fossem automóveis. Essa seria uma solução paliativa. Quando o modelo de coleta de resíduos sólidos for concluído, o serviço será menos desumano”, avalia Dilson Peixoto.

O projeto da prefeitura se assemelha ao desenvolvido pela Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape). No ano passado, a organização, que funciona há 5 anos, conseguiu carroças de chapa de aço, mais leves do que as construídas em madeira, uniformes e luvas para cerca de 40 catadores vinculados. Os carroceiros também recebem treinamentos periódicos sobre cidadania. A Amape fica na Rua Engenheiro Oscar Ferreira, nº 338, Casa Amarela. Telefones: 3268.7984 e 8852.7984.

 

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